A Águia Évora em pleno voo para o ouro
«Já cheguei à conclusão que, de manhã, eu só tou bem é na caminha», disse, entre sorrisos, um dos Fortes atletas do Sporting Clube Portugal, esse clube-mor do Ecletismo em português, que sai dos Jogos Olímpicos vergado com o peso extenuante de um saco desportivo repleto de ar.
Entretanto, volvidos alguns dias, as
medalhas chegam finalmente a mãos portuguesas, curiosamente mãos que, no resto do ano, vestem de vermelho e branco. As cores do Glorioso, como bem sabemos.
Sempre que se fala, aqui no «Pressão Alta» ou fora dele e entre os amigos que escrevem este blog, a respeito do mérito e do prestígio dos clubes que cada um de nós ama, os dragonetes e os leões atiram sempre os mesmos argumentos: o Benfica deve o que é apenas ao seu passado; no presente não é uma equipa de vitórias; vive dos títulos que venceu em meados do século XX, por aí fora.
Eles gostam de medir o prestígio e o valor dos clubes de acordo com as celebrações vividas apenas nos tempos mais recentes; fazem uma lipoaspiração à História, para que se veja apenas a pele mais recente.
Há até quem diga e repita, com inteira justiça, que o Sporting e o F.C. Porto são "as duas melhores equipas portuguesas do milénio". Tudo bem, até têm alguma razão nos argumentos, e fico feliz pelos benfiquistas, porque agora podemos afirmar, de pulmões cheios:
Viva o Ecletismo do Sport Lisboa e Benfica, que tanto tem dado a ganhar a Portugal, nestes últimos dias, nestes Jogos! Primeiro a Vanessa, agora o Nélson... E não esqueçamos o Di Maria, também ele medalhado pela Argentina.
Enquanto isto,
Sporting e Porto não conseguem oferecer a Portugal mais do que caminha, saltos atrapalhados e palavras tontas. Mas são palavras ecléticas!
(bem visto, Zé!)