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Quem lhes dera ser encarnados


A inveja é um sentimento complicado. Revela o pior que existe nos animais. Parece que a cor da inveja é o amarelo. Se juntarmos o verde ao amarelo nasce o azul.

Nos últimos dias o grande Glorioso tem sido vilipendiado pelos meus colegas desta tasca virtual. Esquecem-se que têm telhados de vidro e escrevem palavras amarelas. Há que repôr a verdade.

Parece que o Luisão - indiscutivelmente o melhor central do Benfica e um dos melhores da liga portuguesa, internacional brasileiro e cobiçado pela Juventus - é para o Marques um criminoso que devia ser triturado na via pública por cidadãos ansiosos pela desgraça de vidas alheias. Defende que se o gigantone brasileiro vestisse riscas verdes e brancas certamente teria tido outro destaque na imprensa, num assunto que nada tem que ver com futebol. Esqueces-te do Iordanov, meu caro Marques... Desafio-te a encontrares notícias, nos desportivos, sobre a vergonhosa atitude do teu clube para com uma das suas antigas referências. E há outras histórias que estão por contar.

Depois temos o Dragonete Evandro, que aproveita a opção pelo cor-de-rosa nas camisolas do Glorioso para despejar uma larga verborreia contra esses grandes homens que são os homosexuais. Ao portismo, junta-se a homofobia. Tens de curar essas maleitas, caro Evandro! Olhaste de soslaio o negócio do Benfica no Dubai, que na realidade foi uma boa estratégia para minimizar as perdas financeiras de uma saída precoce da Champions. A verdade é que o Benfica já amealhou 9.8 milhões de euros desde o início de Janeiro, enquanto que os restantes clubes portugueses andam a tentar oferecer os seus "activos" que não chegam a cheirar o verdinho.

Desafio qualquer um dos meus colegas a encontrar, na história recente do futebol português, um negócio como o que o Glorioso acaba de fechar. Um milhão de contos pelo Ricardo Rocha? Nem com o Mourinho no banco.

Tudo isto porque as camisolas, deste lado, são vermelhas. Da cor do sangue. Da cor da vida. Da cor da vitória.

GP

Post-scriptum: os pobres também têm voz, mas é fraquinha. O JNB está a fazer um trabalho muito bom na divulgação dessas palavras. Benvindo sejas!